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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Os nutricionistas também comem doces?

Pergunta o menino de 10 anos, em plena sessão de educação alimentar na sua sala de aula.

- Sim, responde esta nutricionista!
Os nutricionistas, tal como as restantes pessoas, também gostam de doces. Uns mais, outros menos. Uns até gostam mais de salgados ou de alimentos ricos em gordura.
Esta nutricionista, em particular, gosta de bolachas, de chocolates, de bolos caseiros, mas também gosta de pasteis de nata. Adora gelados e pipocas!


Como é, então, que esta nutricionista se organiza para comer estes doces alimentos que tanto gosta, mantendo um peso saudável e mantendo a saúde em geral, sem açucares e colesterois elevados no sangue?!

As bolachas
Não compra. Come quando almoça em casa da mãe, o que acontece cerca de 2 vezes no mês, neste momento. Uma vez fez bolachas em casa. Ficaram boas e são uma boa opção!

Os chocolates
Só compra do negro (70% de cacau ou superior) e come um quadradinho 3 a 4 x/semana.

Bolos caseiros
Come sempre uma fatia quando vê um, o que acontece cerca de uma vez por semana. Raramente os faz. Come sempre em casa de alguém.
Às vezes, em aniversários, come um bolo não caseiro. Arrepende-se sempre por não sentir prazer com este tipo de bolos.

Pastéis de nata
Come raramente, tão raramente que chega a ser menos de uma vez por mês. Gosta, mas não os vê e não lhes sente a falta!

Gelados
Come, especialmente no verão. Opta pelos de bolinha, escolhe a sua preferida e em copo. Nas férias, troca o lanche da tarde por um corneto de chocolate, especialmente se estiver na praia.

Pipocas
Gosta muito, mas já nem se lembra a última vez que as comeu. Até tem uma máquina para as fazer em casa, mas nunca a usou. Não lhes sente a falta.

É caso para pensar como se consola esta nutricionista!

 



Tem prazer, muito prazer com outros alimentos. Particularmente quando lhe apetece um doce em dia não festivo escolhe: banana, figos secos ou amêndoas. Os seus flocos de aveia matinais servem-lhe como um doce e come-os diariamente!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

"Por instinto da força da motivação..."

"Por instinto da força da motivação é que mesmo quando tenho mais comida no prato, como apenas as quantidades que sinto serem adequadas ao meu corpo!"

A frase é da I., utente que veio hoje à sua segunda Consulta de Nutrição. No espaço de um mês diminuiu 2 kg. Atrevo-me a dizer "por instinto da força da motivação" é que este resultado surgiu. Esta diminuição de peso resultou da eliminação (quase) total dos açúcares que adicionava às bebidas quentes que consome, bem como da aprendizagem que está a fazer na gestão das quantidades de alimentos a consumir a cada refeição.

A motivação, a força da própria vontade é um ingrediente essencial na escolha da mudança alimentar. Atingir o nível instintivo desta força motriz é o culminar de uma aprendizagem que se deseja que flua em "piloto automático".

Parabéns I.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Comer com atenção_Somos a favor!

Comer com atenção, também dito "mindfull eating", como que à boleia da modernidade de um estrangeirismo, refere-se ao conceito de fazer refeições de forma consciente.
A atenção envolve estar totalmente presente de momento a momento, com plena consciência da própria condição de estado físico e emocional, bem como estar atento ao que nos rodeia. Esta capacidade de atenção consciente tem sido cada vez mais incorporada no tratamento de doenças crónicas e tem apresentado resultados promissores, em particular na  gestão de depressão, stress, função física, qualidade de vida e dor crónica. Estudo recentes têm avaliado a aplicação deste conceito à prática alimentar, que envolve a consciência sem julgamento de sinais internos e externos que influenciam o desejo de comer, a escolha dos alimentos, a quantidade de consumo, bem como a forma como a comida é consumida. Estas estratégias têm sido usadas em abordagens terapêuticas da obesidade e de doenças do comportamento alimentar.

Eu sou a favor! Promovo esta prática enquanto nutricionista!

Fonte: An Expanded Model for Mindful Eating for Health Promotion and Sustainability: Issues and Challenges for Dietetics Practice, 2016 pela AND

segunda-feira, 28 de março de 2016

Gestão Pessoal de Peso SEM DIETA

A possibilidade de não “estar de dieta” ou “a seguir um plano alimentar” que controle tudo o que se come pode parecer impeditivo de se atingir o peso desejado, estranho ou até assustador. Na verdade, a lógica das dietas acarreta em si, de forma sublime, a privação do consumo de alimentos desejados e todos sabemos que “o fruto proibido é o mais apetecido”. A privação, por outro lado, anda de mãos dadas com o exagero e a culpa associada a pensamentos de fracasso.
foto extraída da net

É importantíssimo saber fazer escolhas saudáveis na alimentação. É fundamental optar por alimentos e ingredientes de qualidade. É recompensador investir um tempo na cozinha para preparar uma refeição nutritiva e saborosa, só porque merece. Mas, acima de tudo, é vital fazer isso por uma escolha própria, para cuidar de si. Sendo assim, aumentar os conhecimentos em alimentação saudável, aprender a distinguir entre vontade de comer e fome são formas de aumentar a liberdade alimentar e promover naturalmente escolhas que se ajustem às necessidades do corpo e promovam a gestão pessoal de peso.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Comer, Brincar e Crescer

É já amanhã o Seminário Anual de Nutrição da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.



Tudo a postos para uma boa conversa sobre o propósito de comer, o ato de comer naturalmente impulsionado pela da fome e o alívio da mesma, a capacidade de regular a quantidade de alimentos consumidos, sem deixar de lado o prazer e a recompensa de comer alimentos familiares, preparados de formas atraentes e traduzidos de acordo com as tradições culinárias.
Abordaremos o conceito de comedores competentes e como adquirimos essas competências. As crianças são, por natureza, comedores competentes e potencia-se a manutenção dessa competência com base nas oportunidades proporcionadas pelos adultos envolvidos nas suas refeições, em sinergia com a manutenção da sua autonomia de escolha.
Exploraremos estratégias lúdico-pedagógicas  com vista à promoção de escolhas alimentares equilibradas, promovendo o crescimento saudável das crianças.

sábado, 7 de março de 2015

As dietas não resultam - explica Sandra Aamodt

Sandra Asmodt é uma neurocientista americana. Ela explica como o nosso cérebro tem a capacidade de regular a sensação de fome e de saciedade e, dessa forma, regular o peso. Explica também o efeito desregulador que as dietas restritivas têm sobre o cérebro. Tudo isto e algo mais nesta pequena conferência. 


(ative as legendas para português)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Emagrecer

 Sonha?               ou               Quer ?                ou               Vai?

Imagine 3 pessoas

A pessoa 1 sonha em emagrecer. 


A pessoa 2 quer emagrecer. 


A pessoa 3 vai emagrecer.

Qual destas 3 pessoas tem sucesso com no seu controlo de peso?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Coaching aplicado à Ciências da Nutrição: obstáculos à mudança

Começa por fazer o que é necessário, 
depois o que é possível e, de repente, 
estarás a fazer o impossível.
São Francisco de Assis

Durante a elaboração de um plano de acção em nutrição é comum os clientes evocarem os seus obstáculos pessoais à prática desse mesmo plano que está a ser conjuntamente elaborado. É neste momento que estes obstáculos devem ser encarados e não antes, por forma a não desenvolver resistência por parte do cliente.



"Que alternativa sugere de modo a colocarmos este seu plano em prática?!" É uma das perguntas chave nesta fase. O cliente conhece melhor as suas próprias soluções do que nós. Assim outras afirmações empáticas como "partilhe comigo o primeiro passo que vai dar para colocar isso em prática!"  são promotoras da acção que se pretende desenvolver. Caso seja necessário, nós próprios podemos sugerir alternativas, mas antes devemos pedir permissão ao cliente para o fazer - a empatia em todos os momentos do processo!
Em situações de maior bloqueio à descoberta de soluções para o obstáculo em causa, devemos evocar sucessos anteriores do cliente, por forma a consciencializá-lo das suas capacidades já usadas noutros momentos

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Coaching aplicado às Ciências da Nutrição: usos, potencialidades e controvérsias - 2ª Edição

Curso de Formação Contínua

 Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação
Universidade do Porto




Destinatários
Licenciados em Ciências da Nutrição e estudantes de Ciências da Nutrição em período de estágio académico.
Formadores
Lurdes Neves
Rui Poínhos
Tânia Magalhães

Objectivos
Desenvolver o perfil do nutricionista para aplicação da metodologia de coaching no âmbito das Ciências da Nutrição;
Identificar as competências críticas, os benefícios, a ética e o profissionalismo do processo de coaching;
Identificar os perfis de clientes a quem o coaching é aplicável;
Desenvolver os conceitos estruturantes dos processos de coaching;
Aplicar os conceitos estruturantes do coaching às Ciências da Nutrição.

Calendário: 
4 e 18 de outubro (9h-15h30)
1, 15 e 29 de novembro (9h - 15h30m)
13 de dezembro (9h - 16h30m)

Inscrições (até 13 de setembro)/informações: patriciapadrao@fcna.up.pt

terça-feira, 1 de julho de 2014

Gestão Pessoal de Peso - O que é que a/o impede?!

Nas consultas de nutrição, em particular nas consultas de gestão de peso, é comum ouvir por parte das pessoas a expressão "não consigo". Eis alguns exemplos:

não consigo diminuir o peso
não consigo fazer aquilo a que me propus na última consulta
não consigo ter tempo para caminhar
não consigo comer sopa
não consigo seguir o plano alimentar proposto
não consigo...
não consigo...
não consigo...



E ouço estas expressões com respeito por quem as diz, ouço com os ouvidos, com os olhos, com o meu saber teórico e já com o instinto que a prática fez desenvolver. E sei que cada um que expressa estas manifestações de falta de auto eficácia é capaz! Sim, todos somos capazes! Há que descobrir o como fazê-lo! E o caminho para lá chegar passa por identificar primeiro a barreira que o faz (ainda) acreditar que não consegue. Consegue, pois! Vai conseguir!
Depois de ouvir, pergunto: "O que o impede de conseguir?!"

O que o impede de conseguir diminuir o peso?
O que o impede de conseguir fazer aquilo a que se propus na última consulta?
O que o impede de conseguir ter tempo para caminhar?
O que o impede de conseguir comer sopa?
O que o impede de conseguir seguir o plano alimentar proposto?
O que o impede de conseguir...
O que o impede de conseguir...
O que o impede de conseguir...

Já encontrou uma resposta?! Então já identificou uma (ou mais) barreira(s) que está a bloquear o sucesso na Gestão Pessoal de Peso.
Podemos passar ao ponto seguinte: ultrapassar essa barreira - a solução!
Qual é a sua?! Qual a sua solução? O que pode melhorar já?! Neste ponto não há fórmulas e as soluções  saudáveis podem ser várias! Qual a melhor?! A que melhor se adapta a si e à sua realidade!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CURSO DE COACHING PARA NUTRICIONISTAS E DIETISTAS, 3ª Edição - Ordem dos Nutricionistas

Dia 24 de fevereiro realiza-se, no Porto, a 3ª edição do módulo 1 do Curso de Coaching para Nutricionistas e Dietistas! Quem já realizou a 1ª edição (Porto) ou a 2ª edição (Lisboa) deste módulo não necessita de realizar a 3ª edição, mas FIQUEM ATENTOS porque brevemente haverá um Módulo 2!