quinta-feira, 30 de junho de 2016

Comer com atenção_Somos a favor!

Comer com atenção, também dito "mindfull eating", como que à boleia da modernidade de um estrangeirismo, refere-se ao conceito de fazer refeições de forma consciente.
A atenção envolve estar totalmente presente de momento a momento, com plena consciência da própria condição de estado físico e emocional, bem como estar atento ao que nos rodeia. Esta capacidade de atenção consciente tem sido cada vez mais incorporada no tratamento de doenças crónicas e tem apresentado resultados promissores, em particular na  gestão de depressão, stress, função física, qualidade de vida e dor crónica. Estudo recentes têm avaliado a aplicação deste conceito à prática alimentar, que envolve a consciência sem julgamento de sinais internos e externos que influenciam o desejo de comer, a escolha dos alimentos, a quantidade de consumo, bem como a forma como a comida é consumida. Estas estratégias têm sido usadas em abordagens terapêuticas da obesidade e de doenças do comportamento alimentar.

Eu sou a favor! Promovo esta prática enquanto nutricionista!

Fonte: An Expanded Model for Mindful Eating for Health Promotion and Sustainability: Issues and Challenges for Dietetics Practice, 2016 pela AND

sexta-feira, 3 de junho de 2016

CURSO ONLINE GRATUITO

“COMA MELHOR, POUPE MAIS”

A Universidade do Porto, em parceria com a Direção-Geral da Saúde  e a unidade de Tecnologias Educativas da UPdigital, desenvolveu o curso online “COMA MELHOR, POUPE MAIS”, dirigido à população em geral. Utiliza uma linguagem muito simples e acessível, é gratuito e tem a duração de 4 semanas. Conta entre outros convidados com a colaboração do prestigiado Chef. Hernâni Ermida e pode ser acompanhado em qualquer parte do país ou em qualquer outro local deste que tenha acesso à internet.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sardinhas assadas! Com batata cozida, com broa ou com ambas?!_ A consulta de D. M

A D. M apresentou-se para a consulta de nutrição à hora marcada. Depois de almoço não será a melhor hora para pesarmos, mas é a hora possível e tendo havido compromisso com as metas alimentares os resultados aparecerão.
Logo nas formalidades iniciais a D. M diz sentir-se bem. Informa que teve de adiar a consulta, anteriormente prevista para abril, por coincidir com a cirurgia às cataratas. Correu bem. Está bem dos olhos e a cirurgia e o tempo de recuperação não alteraram as rotinas alimentares.
Começamos então a falar de alimentação. Refere a D. M que tem sentido fome, mais fome. Questiono que tipo de fome me fala, em que momentos do dia a sente e onde a sente fisicamente. Abraça o próprio estômago e diz-me que não precisa de olhar o relógio e já sabe que é hora de lanchar. Serão umas 16h, 16h15 e sabe que é hora de lanchar. Almoça na companhia do jornal da tarde, às 13h, e às 16h15 sente necessidade de comer. Dou os parabéns à D. M! Descobriu a fome fisiológica. Explico que está a consumir na refeição anterior, o almoço, a quantidade de alimentos adequada e que lhe dá sinal de uma nova necessidade de comer na hora certa. E nem precisa de olhar para o relógio.
Percorremos o restante do dia alimentar e verificamos que o mesmo acontece entre o lanche e o jantar e entre o jantar e a ceia. A ceia! O copo de leite que lhe sugeri na consulta anterior não lhe é suficiente. Ainda necessita do pedaço de pão para não sentir fome de madrugada e acordar com necessidade de mordiscar uma bolacha. Nos seus 71 anos a D. M é uma senhora aberta a novidades e atrevo-me a sugerir uns flocos de aveia em substituição do tal pedaço de pão. Mostro-lhe imagens dos flocos, indico como os pode cozinhar e adicionar ao leite. Procuro satisfazê-la com menor quantidade do que o pão que escolhe. Vai experimentar.
Quando vamos à balança verificamos que afinal o peso não desceu desde a última consulta. Mantém os 94 kg, que continuam a representar uma grande conquista para quem já atingiu 120 kg. Ainda assim, na parceria deste momento de consulta questionamos-nos ambas da manutenção de peso, agora que a D. M encontrou a perceção da fome fisiológica e está a respeitar as necessidades naturais do seu organismo. A D. M encontra logo a resposta: está e não está a respeitar a fome fisiológica e as quantidades correctas de alimentos. É que as duas francesinhas no período de um mês não correspondem às quantidades de alimento que o organismo necessite num almoço. E, se calhar, ao sábado, as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão vermelho também são acima das necessidades. E a broa?! A broa sabe tão bem com as sardinhas assadas que vai fazer amanhã! Explicamos então à D. M como consumir qualquer um destes alimentos na dose certa. A dose que lhe permite ter necessidade de lanchar, mesmo ao sábado quando troca a companhia do jornal da tarde pela companhia da sobrinha e do seu marido. Aproveitamos então o prato previsto para o almoço de amanhã para ensaiar as quantidades a consumir. A sopa está sempre presente antes das sardinhas propriamente ditas. A D. M prefere as sardinhas médias. São as mais gostosas, refere. E a sua experiência na banca de peixe do mercado não me permitem acrescentar quaisquer comentários. Ouço e aprendo também.Combinamos então um almoço com três sardinhas, quatro no máximo. Gosta de as comer com brócolos cozidos e nessa escolha estamos em acordo imediato. E prefere a batata ou a broa?! A D. M diz-me que talvez a batata, mas também gosta muito da broa e que deve ser difícil não comer um bocadinho, estando ela exposta na mesa. Combinamos então as quantidades só de batata para acompanhar as sardinhas e os brócolos: Ensaiamos também as quantidades de broa, para o caso de preferir apenas a broa como acompanhamento. E exploramos também como comer ambas, fazendo com que a junção de broa e batata não presente um dobro, mas sim a quantidade recomendada. A D. M vai experimentar. E vai mesmo, já que é uma senhora em compromisso com o seu bem estar. E já sabe, se chegar à hora marcada no relógio para lanchar e não sentir a tal fome natural, espera um pouco mais, se continuar sem sentir e não tiver, tão pouco vontade de lanchar, então da próxima há que aferir quantidades porque ainda estariam acima daquilo o que o corpo precisa.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Gestão Pessoal de Peso SEM DIETA

A possibilidade de não “estar de dieta” ou “a seguir um plano alimentar” que controle tudo o que se come pode parecer impeditivo de se atingir o peso desejado, estranho ou até assustador. Na verdade, a lógica das dietas acarreta em si, de forma sublime, a privação do consumo de alimentos desejados e todos sabemos que “o fruto proibido é o mais apetecido”. A privação, por outro lado, anda de mãos dadas com o exagero e a culpa associada a pensamentos de fracasso.
foto extraída da net

É importantíssimo saber fazer escolhas saudáveis na alimentação. É fundamental optar por alimentos e ingredientes de qualidade. É recompensador investir um tempo na cozinha para preparar uma refeição nutritiva e saborosa, só porque merece. Mas, acima de tudo, é vital fazer isso por uma escolha própria, para cuidar de si. Sendo assim, aumentar os conhecimentos em alimentação saudável, aprender a distinguir entre vontade de comer e fome são formas de aumentar a liberdade alimentar e promover naturalmente escolhas que se ajustem às necessidades do corpo e promovam a gestão pessoal de peso.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O nosso trabalho reconhecido

Ser nutricionista é para mim uma missão. Coloco em prática o meu bem fazer através dos alimentos. 
O retorno deste minha dedicação é-me dado através das pessoas com quem contacto, do esforço que elas desenvolvem para colocar em prática cada uma das minha sugestões. Com ela aprendo também a ser melhor nutricionista.
Hoje vi o meu trabalho reconhecido aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Vitamina C na prevenção e tratamento de gripes e constipações

Gripes e constipações andam por aí! A este propósito, fui fazer uma breve revisão sobre a suplementação em vitamina C!



Comece sempre por uma Alimentação Saudável. A prática de uma alimentação equilibrada, completa e variada descarta, à partida, a necessidade de uma suplementação artificial. 



Pode, contudo, haver vantagens na suplementação com vitamina C
A suplementação com ácido ascóbico (vitamina C) para a prevenção e tratamento de gripes e constipações tem gerado controvérsia desde há mais de 70 anos. Em 2013, um conjunto de peritos reuniu informação sobre vários estudos que focavam a utilização da vitamina C com o objetivo de reduzir a incidência, duração e  gravidade de constipações , quando utilizado quer como um suplemento contínuo e regular todos os dias ou como uma terapia para o aparecimento de sintomas da constipação. Da comparação de 31 estudos verificou-se que a toma regular de vitamina C (em forma de suplemento: 1 a 2g/dia) reduziu em 14% duração das constipações em crianças e 8% em adultos A gravidade dos sintomas das constipações também foi reduzida. O nº de gripes e constipações não se vê reduzido com esta suplementação, mas sim a duração e a gravidade dos seus efeitos. Pelo seu baixo custo e ausência de efeitos secundários torna-se assim uma suplementação interessante. Mais acresce que pode evitar a toma de medicamentos, esses sim com efeitos secundários no organismo.

Nota: não recomendada a pessoas com insuficiência renal