“COMA MELHOR, POUPE MAIS”
A Universidade do Porto, em parceria com a Direção-Geral da Saúde e a unidade de Tecnologias Educativas da UPdigital, desenvolveu o curso online “COMA MELHOR, POUPE MAIS”, dirigido à população em geral. Utiliza uma linguagem muito simples e acessível, é gratuito e tem a duração de 4 semanas. Conta entre outros convidados com a colaboração do prestigiado Chef. Hernâni Ermida e pode ser acompanhado em qualquer parte do país ou em qualquer outro local deste que tenha acesso à internet.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
CURSO ONLINE GRATUITO
Publicada por
Tânia Magalhães
à(s)
16:47
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Etiquetas:
Alimentos Saudáveis,
Comportamento Alimentar,
Desperdício Alimentar,
Divertimento,
Economia Alimentar,
Educação Alimentar,
Formação
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Sardinhas assadas! Com batata cozida, com broa ou com ambas?!_ A consulta de D. M
A D. M apresentou-se para a consulta de nutrição à hora marcada. Depois de almoço não será a melhor hora para pesarmos, mas é a hora possível e tendo havido compromisso com as metas alimentares os resultados aparecerão.
Logo nas formalidades iniciais a D. M diz sentir-se bem. Informa que teve de adiar a consulta, anteriormente prevista para abril, por coincidir com a cirurgia às cataratas. Correu bem. Está bem dos olhos e a cirurgia e o tempo de recuperação não alteraram as rotinas alimentares.
Começamos então a falar de alimentação. Refere a D. M que tem sentido fome, mais fome. Questiono que tipo de fome me fala, em que momentos do dia a sente e onde a sente fisicamente. Abraça o próprio estômago e diz-me que não precisa de olhar o relógio e já sabe que é hora de lanchar. Serão umas 16h, 16h15 e sabe que é hora de lanchar. Almoça na companhia do jornal da tarde, às 13h, e às 16h15 sente necessidade de comer. Dou os parabéns à D. M! Descobriu a fome fisiológica. Explico que está a consumir na refeição anterior, o almoço, a quantidade de alimentos adequada e que lhe dá sinal de uma nova necessidade de comer na hora certa. E nem precisa de olhar para o relógio.
Percorremos o restante do dia alimentar e verificamos que o mesmo acontece entre o lanche e o jantar e entre o jantar e a ceia. A ceia! O copo de leite que lhe sugeri na consulta anterior não lhe é suficiente. Ainda necessita do pedaço de pão para não sentir fome de madrugada e acordar com necessidade de mordiscar uma bolacha. Nos seus 71 anos a D. M é uma senhora aberta a novidades e atrevo-me a sugerir uns flocos de aveia em substituição do tal pedaço de pão. Mostro-lhe imagens dos flocos, indico como os pode cozinhar e adicionar ao leite. Procuro satisfazê-la com menor quantidade do que o pão que escolhe. Vai experimentar.
Quando vamos à balança verificamos que afinal o peso não desceu desde a última consulta. Mantém os 94 kg, que continuam a representar uma grande conquista para quem já atingiu 120 kg. Ainda assim, na parceria deste momento de consulta questionamos-nos ambas da manutenção de peso, agora que a D. M encontrou a perceção da fome fisiológica e está a respeitar as necessidades naturais do seu organismo. A D. M encontra logo a resposta: está e não está a respeitar a fome fisiológica e as quantidades correctas de alimentos. É que as duas francesinhas no período de um mês não correspondem às quantidades de alimento que o organismo necessite num almoço. E, se calhar, ao sábado, as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão vermelho também são acima das necessidades. E a broa?! A broa sabe tão bem com as sardinhas assadas que vai fazer amanhã! Explicamos então à D. M como consumir qualquer um destes alimentos na dose certa. A dose que lhe permite ter necessidade de lanchar, mesmo ao sábado quando troca a companhia do jornal da tarde pela companhia da sobrinha e do seu marido. Aproveitamos então o prato previsto para o almoço de amanhã para ensaiar as quantidades a consumir. A sopa está sempre presente antes das sardinhas propriamente ditas. A D. M prefere as sardinhas médias. São as mais gostosas, refere. E a sua experiência na banca de peixe do mercado não me permitem acrescentar quaisquer comentários. Ouço e aprendo também.Combinamos então um almoço com três sardinhas, quatro no máximo. Gosta de as comer com brócolos cozidos e nessa escolha estamos em acordo imediato. E prefere a batata ou a broa?! A D. M diz-me que talvez a batata, mas também gosta muito da broa e que deve ser difícil não comer um bocadinho, estando ela exposta na mesa. Combinamos então as quantidades só de batata para acompanhar as sardinhas e os brócolos: Ensaiamos também as quantidades de broa, para o caso de preferir apenas a broa como acompanhamento. E exploramos também como comer ambas, fazendo com que a junção de broa e batata não presente um dobro, mas sim a quantidade recomendada. A D. M vai experimentar. E vai mesmo, já que é uma senhora em compromisso com o seu bem estar. E já sabe, se chegar à hora marcada no relógio para lanchar e não sentir a tal fome natural, espera um pouco mais, se continuar sem sentir e não tiver, tão pouco vontade de lanchar, então da próxima há que aferir quantidades porque ainda estariam acima daquilo o que o corpo precisa.
Logo nas formalidades iniciais a D. M diz sentir-se bem. Informa que teve de adiar a consulta, anteriormente prevista para abril, por coincidir com a cirurgia às cataratas. Correu bem. Está bem dos olhos e a cirurgia e o tempo de recuperação não alteraram as rotinas alimentares.
Começamos então a falar de alimentação. Refere a D. M que tem sentido fome, mais fome. Questiono que tipo de fome me fala, em que momentos do dia a sente e onde a sente fisicamente. Abraça o próprio estômago e diz-me que não precisa de olhar o relógio e já sabe que é hora de lanchar. Serão umas 16h, 16h15 e sabe que é hora de lanchar. Almoça na companhia do jornal da tarde, às 13h, e às 16h15 sente necessidade de comer. Dou os parabéns à D. M! Descobriu a fome fisiológica. Explico que está a consumir na refeição anterior, o almoço, a quantidade de alimentos adequada e que lhe dá sinal de uma nova necessidade de comer na hora certa. E nem precisa de olhar para o relógio.
Percorremos o restante do dia alimentar e verificamos que o mesmo acontece entre o lanche e o jantar e entre o jantar e a ceia. A ceia! O copo de leite que lhe sugeri na consulta anterior não lhe é suficiente. Ainda necessita do pedaço de pão para não sentir fome de madrugada e acordar com necessidade de mordiscar uma bolacha. Nos seus 71 anos a D. M é uma senhora aberta a novidades e atrevo-me a sugerir uns flocos de aveia em substituição do tal pedaço de pão. Mostro-lhe imagens dos flocos, indico como os pode cozinhar e adicionar ao leite. Procuro satisfazê-la com menor quantidade do que o pão que escolhe. Vai experimentar.
Quando vamos à balança verificamos que afinal o peso não desceu desde a última consulta. Mantém os 94 kg, que continuam a representar uma grande conquista para quem já atingiu 120 kg. Ainda assim, na parceria deste momento de consulta questionamos-nos ambas da manutenção de peso, agora que a D. M encontrou a perceção da fome fisiológica e está a respeitar as necessidades naturais do seu organismo. A D. M encontra logo a resposta: está e não está a respeitar a fome fisiológica e as quantidades correctas de alimentos. É que as duas francesinhas no período de um mês não correspondem às quantidades de alimento que o organismo necessite num almoço. E, se calhar, ao sábado, as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão vermelho também são acima das necessidades. E a broa?! A broa sabe tão bem com as sardinhas assadas que vai fazer amanhã! Explicamos então à D. M como consumir qualquer um destes alimentos na dose certa. A dose que lhe permite ter necessidade de lanchar, mesmo ao sábado quando troca a companhia do jornal da tarde pela companhia da sobrinha e do seu marido. Aproveitamos então o prato previsto para o almoço de amanhã para ensaiar as quantidades a consumir. A sopa está sempre presente antes das sardinhas propriamente ditas. A D. M prefere as sardinhas médias. São as mais gostosas, refere. E a sua experiência na banca de peixe do mercado não me permitem acrescentar quaisquer comentários. Ouço e aprendo também.Combinamos então um almoço com três sardinhas, quatro no máximo. Gosta de as comer com brócolos cozidos e nessa escolha estamos em acordo imediato. E prefere a batata ou a broa?! A D. M diz-me que talvez a batata, mas também gosta muito da broa e que deve ser difícil não comer um bocadinho, estando ela exposta na mesa. Combinamos então as quantidades só de batata para acompanhar as sardinhas e os brócolos: Ensaiamos também as quantidades de broa, para o caso de preferir apenas a broa como acompanhamento. E exploramos também como comer ambas, fazendo com que a junção de broa e batata não presente um dobro, mas sim a quantidade recomendada. A D. M vai experimentar. E vai mesmo, já que é uma senhora em compromisso com o seu bem estar. E já sabe, se chegar à hora marcada no relógio para lanchar e não sentir a tal fome natural, espera um pouco mais, se continuar sem sentir e não tiver, tão pouco vontade de lanchar, então da próxima há que aferir quantidades porque ainda estariam acima daquilo o que o corpo precisa.
Publicada por
Tânia Magalhães
à(s)
16:09
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Etiquetas:
Alimentos Saudáveis,
Combate à Obesidade,
Comportamento Alimentar,
Educação Alimentar,
Gestão Pessoal de Peso,
Informação Alimentar,
Obesidade,
Obesidade e emoções
segunda-feira, 28 de março de 2016
Gestão Pessoal de Peso SEM DIETA
A possibilidade de não “estar de dieta”
ou “a seguir um plano alimentar” que controle tudo o que se come pode parecer impeditivo
de se atingir o peso desejado, estranho ou até assustador. Na verdade, a lógica
das dietas acarreta em si, de forma sublime, a privação do consumo de alimentos
desejados e todos sabemos que “o fruto proibido é o mais apetecido”. A
privação, por outro lado, anda de mãos dadas com o exagero e a culpa associada
a pensamentos de fracasso.
É importantíssimo saber fazer escolhas
saudáveis na alimentação. É fundamental optar por alimentos e ingredientes de
qualidade. É recompensador investir um tempo na cozinha para preparar uma refeição
nutritiva e saborosa, só porque merece. Mas, acima de tudo, é vital fazer isso
por uma escolha própria, para cuidar de si. Sendo assim, aumentar os
conhecimentos em alimentação saudável, aprender a distinguir entre vontade de
comer e fome são formas de aumentar a liberdade alimentar e promover naturalmente
escolhas que se ajustem às necessidades do corpo e promovam a gestão pessoal de
peso.
Publicada por
Tânia Magalhães
à(s)
13:15
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Etiquetas:
Alimentos Saudáveis,
Coaching em Nutrição,
Combate à Obesidade,
Comportamento Alimentar,
Educação Alimentar,
Obesidade,
Obesidade e emoções
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
O nosso trabalho reconhecido
Ser nutricionista é para mim uma missão. Coloco em prática o meu bem fazer através dos alimentos.
O retorno deste minha dedicação é-me dado através das pessoas com quem contacto, do esforço que elas desenvolvem para colocar em prática cada uma das minha sugestões. Com ela aprendo também a ser melhor nutricionista.
Hoje vi o meu trabalho reconhecido aqui.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Vitamina C na prevenção e tratamento de gripes e constipações
Gripes e constipações andam por aí! A este propósito, fui fazer uma breve revisão sobre a suplementação em vitamina C!
Comece sempre por uma Alimentação Saudável. A prática de uma alimentação equilibrada, completa e variada descarta, à partida, a necessidade de uma suplementação artificial.
Pode, contudo, haver vantagens na suplementação com vitamina C
A suplementação com ácido ascóbico (vitamina C) para a prevenção e tratamento de gripes e constipações tem gerado controvérsia desde há mais de 70 anos. Em 2013, um conjunto de peritos reuniu informação sobre vários estudos que focavam a utilização da vitamina C com o objetivo de reduzir a incidência, duração e gravidade de constipações , quando utilizado quer como um suplemento contínuo e regular todos os dias ou como uma terapia para o aparecimento de sintomas da constipação. Da comparação de 31 estudos verificou-se que a toma regular de vitamina C (em forma de suplemento: 1 a 2g/dia) reduziu em 14% duração das constipações em crianças e 8% em adultos A gravidade dos sintomas das constipações também foi reduzida. O nº de gripes e constipações não se vê reduzido com esta suplementação, mas sim a duração e a gravidade dos seus efeitos. Pelo seu baixo custo e ausência de efeitos secundários torna-se assim uma suplementação interessante. Mais acresce que pode evitar a toma de medicamentos, esses sim com efeitos secundários no organismo.
Nota: não recomendada a pessoas com insuficiência renal
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Combate à Obesidade Infantil - 6 recomendações da OMS
A obesidade infantil tem vindo a alcançar proporções alarmantes em muitos países. O seu combate representa um desafio sério e urgente às políticas locais.
O impacto da obesidade na criança reflecte-se de imediato na sua saúde, mas também a nível educacional
Crianças com obesidade são potenciais adultos obesos e em risco de desenvolverem doenças crónicas, tais como diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão, entre outras.
Os progressos na luta contra a obesidade têm sido lentos e inconsistentes. A Comissão de Combate à Obesidade Infantil, criada em 2014, desenvolveu um conjunto de recomendações para enfrentar com sucesso o combate à a obesidade na infância e na adolescência, em diferentes contextos em todo o mundo.
1. Promoção de alimentos saudáveis a toda a população
2. Promoção de atividade física a toda a população
3. Cuidados pré-concepcionais aos casais que pretendem ter filhos
4. Alimentação saudável e atividade física desde os primeiros anos de vida
5. Saúde, alimentação saudável e atividade física em ambiente escolar
6. Gestão de peso
O impacto da obesidade na criança reflecte-se de imediato na sua saúde, mas também a nível educacional
Crianças com obesidade são potenciais adultos obesos e em risco de desenvolverem doenças crónicas, tais como diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão, entre outras.
Os progressos na luta contra a obesidade têm sido lentos e inconsistentes. A Comissão de Combate à Obesidade Infantil, criada em 2014, desenvolveu um conjunto de recomendações para enfrentar com sucesso o combate à a obesidade na infância e na adolescência, em diferentes contextos em todo o mundo.
1. Promoção de alimentos saudáveis a toda a população
2. Promoção de atividade física a toda a população
3. Cuidados pré-concepcionais aos casais que pretendem ter filhos
4. Alimentação saudável e atividade física desde os primeiros anos de vida
5. Saúde, alimentação saudável e atividade física em ambiente escolar
6. Gestão de peso
Subscrever:
Mensagens (Atom)




