quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Padrão alimentar à base de plantas na SwáSthya Yôga Maia, 25 de outubro


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Gastrite - abordagem nutricional

A gastrite corresponde um grupo de doenças na qual a inflamação do revestimento do estômago é o sinal comum. Esta inflamação é na maioria das vezes o resultado de uma infecção promovida por uma bactéria  - o Helicobacter pylori (H. pylori), embora a lesão possa também surgir pelo uso regular de certos analgésicos ou pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A gastrite pode ocorrer subitamente (gastrite aguda) ou pode surgir lentamente, ao longo do tempo (gastrite crónica). Em alguns casos, a gastrite pode evoluir para um estado de úlcera, aumentando o risco de desenvolvimento de cancro do estômago. Para a maioria das pessoas, no entanto, a gastrite  melhora com o tratamento adequado.

Os sintomas
A gastrite nem sempre se manifesta através de sintomas e sinais. Contudo, podem surgir náuseas (enjoos) ou vómitos, uma sensação de enfartamento após uma refeição ou dor ou sensação de estômago a queimar. Há alimentos que aliviam estes sintomas e outras podem agravá-los. A tolerância aos alimentos pode variar de pessoa para pessoa.

O tratamento
O tratamento de gastrite depende da causa específica. 
No caso da gastrite aguda, causada pelo consumo de bebidas alcoólicas ou pelo uso excessivo de anti-inflamatórios não-esteróides, ela pode ser aliviada pela interrupção do uso dessas substâncias. 
A gastrite crónica causada por uma infecção de H. pylori tem vindo a ser tratada com antibióticos, embora comecem a surgir novas evidências científicas para outro tipo de abordagem complementar, uma vez que a presença da bactéria pode promover uma atrofia crónica da mucosa do estômago e mesmo depois da sua remoção, esta mucosa merece cuidados.
Será a evidência dessa abordagem alternativa que exploraremos aqui, baseada no controlo da inflamação através de diferentes alimentos/nutrientes.

Fitoquímicos e fitonutrientes

Curcumina
Este pigmento amarelo provém do açafrão da Índia - Curcuma Longa - e possui propriedades anti-inflamatórios fortes. Estudos evidenciam que a curcumina inibe o factor nuclear induzido pelo H. pylori  e outras substâncias que causam inflamação. Além dessas acções anti-inflamatórias e anti-mutagénicas, a curcumina também mostrou efeitos anti-microbianos em ratinhos infectados com H. pylori, bem como acções de reparação da lesão gástrica induzida pelo H. pylori. Mais ainda, a curcumina inibiu a proliferação e invasão de células de cancro gástrico. No seu conjunto, os resultados destes estudos sugerem que a curcumina tem potencial como um composto antimicrobiano e um agente quimio-preventivo contra a infecção por H. pylori. 

Rebentos de brócolos


Alho

Ácidos gordos polinsaturados da série n3


Probióticos


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pedro Graça, por Miguel Esteves Cardoso

Surpresa, orgulho e admiração quando hoje, enquanto relaxo e navego pelo Facebook, deparo-me com um artigo de opinião de Miguel Esteves Cardoso sobre Pedro Graça! Inicialmente achei que o cansaço dos olhos e da mente não me estariam a fazer ler correctamente. Depois achei que o famoso escritor se referiria a um outro famoso, desta feita homónimo de um professor meu. Fui ler! Era mesmo ele - Pedro Graça - o Prof de Saúde Pública do 3º ano da licenciatura, que escolhi para orientador de estágio quando o término da graduação ocorria 5 anos depois das primeiras praxes. Fui recordar isto tudo e, em particular, o discurso já visionário do Prof.
Os anos passaram e a admiração manteve-se. Aproveito sempre a oportunidade para o ouvir em congressos e saio sempre surpreendida, com apresentações fora do comum. Recordo uma vez, em Aveiro, em que o discurso foi feito através de quadros abstractos. Só ele!
Mais recentemente tive o prazer de estar em reuniões na Ordem dos Nutricionistas, em que o Prof Pedro Graça falava, já na qualidade de director do PNPAS. Ouvi com deleite e pensei: este Prof é já um Sr, um grande Sr, um elevado SER, já está num nivel de ser Emílio Peres.
Ah e Miguel Esteves Cardoso menciona um livro, o qual já divulgamos aqui no blog e uma entrevista recente no Público.
Feliz por ter bons mestres inspiradores!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há queijos e misturas fundidas de queijos!

A alimentação para ser saudável não se resume à contagem das calorias. 
Nem mesmo quando estamos num processo de diminuição/controlo de peso!

Convém perceber de onde vêm as tais calorias. O valor calórico (ou energético) dos alimentos surge a partir da energia contida nos nutrientes que o compõem - proteínas, hidratos de carbono e lípidos. As vitaminas, minerais e água são importantíssimos para a regulação do nosso organismo, mas não contribuem com calorias/energia para o alimento onde estão presentes.
Quando consumimos um alimento na sua origem natural, como por exemplo, as frutas, os vegetais, o leite, as suas calorias derivam do somatório das calorias provenientes das proteínas, hidratos de carbono e lípidos desse mesmo alimento. Por outro lado, quando consumimos um alimento composto, isto é, feito a partir de vários alimentos, as suas calorias derivam do somatório das calorias provenientes das proteínas, hidratos de carbono e lípidos de todos os alimentos que o compõem. Ou seja, podemos ter dois alimentos diferentes com as mesmas calorias que têm origem em ingredientes diferentes. Apesar do valor calórico ser o mesmo, parecido ou até inferior, isso não significa que sejam ambos saudáveis, considerando a origem de cada ingrediente.

Tomemos como exemplo os queijos. 
Dois queijos diferentes podem ter calorias diferentes e o que tem menos calorias não ser necessariamente mais saudável.

O queijo é o produto fresco ou curado, de consistência variável, obtido por coagulação e dessoramento do leite (...), e também da nata, do leiteilho, bem como da mistura de alguns ou todos estes produtos, incluindo o lactossoro, sem ou com a adição de outros géneros alimentícios. ( Portaria 73/90de 1 de fevereiro, Diário da República).

Ora, mas se estamos a falar de queijo fundido, a definição é outra e vem na mesma Portaria. O queijo fundido é o produto obtido da moenda ou mistura de um ou vários tipos de queijo, seguidas da fusão e emulsionamento, sob a acção de calor e aditivos emulsionantes, sem ou com a adição de outros géneros alimentícios.

Espreitemos então os dois exemplos!

         O quejo mini babybel                                       O queijo fundido Vaca que Ri

Que informação nutricional apresentam?

                                                  O quejo mini babybel                                                 

Valor nutricional
Por 100g
Valor energético
1253 kJ/302kcal
Lípidos
24g
Hidratos de carbono
inferior a 0,2g
Proteína
21,5g
Cálcio
670mg


O queijo fundido Vaca que Ri

Valor nutricional
Por 100g
Valor energético
890 kJ/216 kcal
Lípidos
17,5g
Hidratos de carbono
5g
Proteína
9,5g
Cálcio
320mg

Por aqui observamos um queijo com mais calorias e outro com menos e estamos a comparar a mesma quantidade de cada um - 100 g. Sendo que são as proteínas, os hidratos de carbono e as gorduras que contribuem para estas calorias totais, verificamos que as calorias do mini babybel provêm dos lípidos e das proteínas. As calorias do Vaca que Ri  provêm um pouco menos dos lípidos, algo mais dos hidratos de carbono e menos de metade das proteínas (em comparação com o mini babybel).
Como referi inicialmente, estas calorias que provêm das proteínas, dos hidratos de carbono e dos lípidos têm origem, por sua vez, nos ingredientes a partir dos quais estes alimentos compostos são elaborados. Interessa então conhecer esses ingredientes para "julgarmos" a "saúde" na origem destes 2 alimentos.
Então vejamos:

O quejo mini babybel  Ingredientes: Leite, sal e fermento láctico.

O queijo fundido Vaca que Ri Ingredientes: Leite magro rehidratado, queijos, sais de fusão (polifosfatos, citratos, difosfatos e fosfatos de sódio), manteiga e sal.

Temos assim um produto alimentar definido como queijo e outro definido como queijo fundido. O primeiro feito a partir de uma mistura de ingredientes naturais e um processo químico natural, que resulta da sua mistura. O segundo elaborado a partir da fusão e emulsionamento de ingredientes naturais, com recurso ao calor e sob a acção de aditivos alimentares.

Como nutricionista sigo uma linha naturista nas minhas recomendações.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Manteiga x Margarina

Avanço desde já que a questão não é consensual entre nutricionistas! 
Eu partilho da opinião hoje aqui exposta!

Entre vários assuntos, a dúvida entre o uso de manteiga ou margarina foi recorrente na consulta de hoje. Decidi, por isso, colocar um video bastante esclarecedor!



A Francine Lima é uma jornalista brasileira, que fez um mestrado na área da rotulagem alimentar e explica este assunto (e tantos outros) de forma muito correcta, muito divertida, muito simples e também muito bem fundamentada cientificamente! Do Campo à mesa é a sua página. Podem também subscrever o canal no youtube ou no FB. Garanto que vale a pena!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Coaching aplicado às Ciências da Nutrição: usos, potencialidades e controvérsias - 2ª Edição

Curso de Formação Contínua

 Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação
Universidade do Porto




Destinatários
Licenciados em Ciências da Nutrição e estudantes de Ciências da Nutrição em período de estágio académico.
Formadores
Lurdes Neves
Rui Poínhos
Tânia Magalhães

Objectivos
Desenvolver o perfil do nutricionista para aplicação da metodologia de coaching no âmbito das Ciências da Nutrição;
Identificar as competências críticas, os benefícios, a ética e o profissionalismo do processo de coaching;
Identificar os perfis de clientes a quem o coaching é aplicável;
Desenvolver os conceitos estruturantes dos processos de coaching;
Aplicar os conceitos estruturantes do coaching às Ciências da Nutrição.

Calendário: 
4 e 18 de outubro (9h-15h30)
1, 15 e 29 de novembro (9h - 15h30m)
13 de dezembro (9h - 16h30m)

Inscrições (até 13 de setembro)/informações: patriciapadrao@fcna.up.pt

terça-feira, 1 de julho de 2014

Gestão Pessoal de Peso - O que é que a/o impede?!

Nas consultas de nutrição, em particular nas consultas de gestão de peso, é comum ouvir por parte das pessoas a expressão "não consigo". Eis alguns exemplos:

não consigo diminuir o peso
não consigo fazer aquilo a que me propus na última consulta
não consigo ter tempo para caminhar
não consigo comer sopa
não consigo seguir o plano alimentar proposto
não consigo...
não consigo...
não consigo...



E ouço estas expressões com respeito por quem as diz, ouço com os ouvidos, com os olhos, com o meu saber teórico e já com o instinto que a prática fez desenvolver. E sei que cada um que expressa estas manifestações de falta de auto eficácia é capaz! Sim, todos somos capazes! Há que descobrir o como fazê-lo! E o caminho para lá chegar passa por identificar primeiro a barreira que o faz (ainda) acreditar que não consegue. Consegue, pois! Vai conseguir!
Depois de ouvir, pergunto: "O que o impede de conseguir?!"

O que o impede de conseguir diminuir o peso?
O que o impede de conseguir fazer aquilo a que se propus na última consulta?
O que o impede de conseguir ter tempo para caminhar?
O que o impede de conseguir comer sopa?
O que o impede de conseguir seguir o plano alimentar proposto?
O que o impede de conseguir...
O que o impede de conseguir...
O que o impede de conseguir...

Já encontrou uma resposta?! Então já identificou uma (ou mais) barreira(s) que está a bloquear o sucesso na Gestão Pessoal de Peso.
Podemos passar ao ponto seguinte: ultrapassar essa barreira - a solução!
Qual é a sua?! Qual a sua solução? O que pode melhorar já?! Neste ponto não há fórmulas e as soluções  saudáveis podem ser várias! Qual a melhor?! A que melhor se adapta a si e à sua realidade!